Conhecendo os Espaços da São Francisco

O primeiro anseio ao receber a notícia da aprovação na São Francisco é conhecer o lugar onde nossos sonhos irão se realizar. Enquanto não é possível ter a experiência presencial, vamos conversar um pouco sobre o ambiente da nossa querida Faculdade.

Olá, prazer em te conhecer! Sinto muito que não possamos nos conhecer pessoalmente e que, por enquanto, você não possa viver os espaços que vamos te apresentar aqui. Logo tudo isso irá passar e você poderá estudar na Teses de Láurea, participar de eventos no Salão Nobre e tomar uma cerveja no Porão. Não sabe do que estou falando? Pois agora vamos saber!

Imagine que estamos no Largo de São Francisco. Vou deixar aqui uma imagem para te ajudar:

Sergio Brisola/Descubra Sampa

Repare na fachada da Faculdade – ou melhor, Facvldade, como está escrito. Vou te falar a verdade: nunca usei esse relógio para ver as horas. Não sei nem se ele funciona. Tá aí uma coisa para repararmos quando as aulas presenciais voltarem.

Se você virar para trás, pode ver três bandeiras – de São Paulo, do Brasil e da USP. Mais pra frente está o Parlatório: uma espécie de “palco” onde, muitos anos atrás, estudantes faziam grandes discursos. Hoje é mais um lugar pra sentar nas festas do Largo.

Olhando um pouco para os lados, podemos ver três estátuas: O Beijo Eterno, O Menino e o Catavento e Álvares de Azevedo (ou será Fagundes Varella?). Aí onde você está pisando fica a Pedra Fundamental. Como não quero tomar tanto seu tempo, vou deixar essas histórias para outros colegas da Gazeta te explicarem.

Graziela Pedace/Wikipedia

Bom, vamos entrar. Aqui à esquerda temos a Sala 1 (por quê ela tem esse nome? Também não sei…), o auditório Goffredo da Silva Telles e a sala João Arruda. Importante mencionSar que a maioria das salas é nomeada em homenagem a grandes personalidades relacionadas à Sanfran - vou deixar aqui para você matérias que contam algumas dessas histórias.

Sim, é isso que você está vendo: ali na frente é um túmulo. Ele pertence a Julius Frank, que foi professor das Arcadas e teve de ser sepultado na Faculdade, em razão de sua origem protestante. A história toda você encontra aqui. Mas saiba que, à noite, as luzes que passam pelos vitrais tornam o local indescritível.

Flávio Roberto Batista/BBC News Brasil

Virando à direita podemos ver a biblioteca de Direito Internacional e a mesa de pingue-pongue. Temos vários pufes vermelhos e pretos espalhados pelas Arcadas - uma das melhores opções para uma soneca entre as aulas.

Esse pátio gigante é o que chamamos de Arcadas. É aqui que você vai passar a maior parte dos seus intervalos - conversando, tomando um sol e às vezes até estudando. Também é onde acontecem manifestações artísticas e políticas, provas das Olimpíadas dos Calouros - enfim, um lugar badalado. Mais à frente temos as salas da Atlética e do Saju.

Marcos Santos/USP Imagens

Entrando à direita, podemos encontrar as salas Barão de Ramalho e João Mendes Jr. Entre elas está o Pátio dos Calouros, também conhecido como “O Cícero”, em razão da estátua que ali se encontra. Um ótimo lugar para colocar seu pufe e trocar uma ideia com os colegas.

Sergio Brisola/Descubra Sampa

Outro bom lugar para se passar o tempo é a salinha da Representação Discente (que, apesar desse nome, é aberta a todos). Ali você encontra livros, sofás, recados nas paredes e um ambiente quentinho nos dias de frio (e ah, saiba que faz bastante frio na Sanfran em dias de inverno).

Voltando pras Arcadas, viramos à esquerda e podemos encontrar a sala Conselheiro Crispiniano e a Sala dos Estudantes, onde os grandes momentos da política estudantil franciscana acontecem.

Mais para a frente há um portão de saída para a Rua Riachuelo. É por ele que vamos acessar o Porão: lugar das grandes festas, das cervejas e dos cafezinhos, onde a convivência franciscana se dá da forma mais agitada possível.

Eduardo de Sant’Anna/Gazeta Arcadas

Subindo as escadas, chegamos ao primeiro andar. À direita estão a sala da Diretoria, o museu da Faculdade e a sala que dá para as varandas que vemos da fachada. Também é onde encontramos a linda sala da Congregação, onde acontecem diversas reuniões e eventos formais: carregada de história em suas paredes com o nome de todos os diretores que já passaram pela São Francisco e com um trecho do decreto que criou a Faculdade. Já à esquerda estão a Biblioteca Central - um ótimo lugar para estudar - e o Auditório Rubino de Oliveira, que carrega o nome do primeiro docente negro das Arcadas.

Foto de Museu da Faculdade de Direito

A grande surpresa vem agora: entramos no Salão Nobre. Tome seu tempo para apreciar. Um segredo: mesmo os mais antigos veteranos ainda se espantam com a grandiosidade do local. É aqui que acontecem os maiores e mais efervescentes eventos, com grandes personalidades do Brasil e do mundo. Entre o Salão e a Congregação está a Sala das Becas - uma sala dos professores que também funciona como espaço de preparação para palestrantes antes dos eventos.

Marcos Santos/USP Imagens

Acessamos o segundo andar. À direita estão as salas Ada Pellegrini, Luiz Gama, Frederico Steidel e Arouche Rendon e a Biblioteca de Periódicos. Já à esquerda podemos ver as salas Alcântara Machado e João Monteiro, o Auditório Ruy Barbosa e o acesso ao Camarote do Salão Nobre. Também é neste andar que fica a passarela para o Prédio Anexo, onde está o bandejão - não precisa se preocupar, ela não vai cair!

Marcos Santos/USP Imagens

Por fim, chegamos ao terceiro andar, onde está a maioria das salas de aula. À direita temos as salas Alexandre Corrêa, Pires da Mota, Cesarino Jr. (com direito a uma varanda onde se encontra a Torre do Relógio que vemos da fachada), Conselheiro Ribas e Dino Bueno.

A parte esquerda do andar é ainda mais interessante: lá está a Sala das Teses de Láurea, lar dos estudantes desesperados em época de provas, ávidos por um lugarzinho para estudar. Também é onde encontramos a gigante sala Brasílio Machado, as salas Pedro Lessa e Miguel Reale e a Sala do Coral XI de Agosto, com diversos instrumentos musicais.

Passando por uma rampinha de madeira um pouco precária, chegamos à incrível sala Lygia Fagundes Telles, a primeira do prédio a ter um nome feminino. É lá que se reúne a Academia de Letraz (ALZ), entidade literária e artística que organizou uma biblioteca para uso dos estudantes.

Em frente à sala da ALZ está a pequena sala Amâncio de Carvalho - porém, é possível que esse nome se modifique em um futuro próximo. O motivo você pode ler aqui. Por último, temos a sala Almeida Jr.

Bom, terminamos por aqui nosso tour imaginário. Caso tenha curiosidade de conhecer melhor vários dos lugares mencionados, você pode ler as matérias da Gazeta sobre cada um deles. Esperamos nos encontrar em breve!

Marcos Santos/USP Imagens

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