A antiga sala da ALZ se tornará um espaço para amamentação e outros cuidados.
A quase centenária Academia de Letraz (ALZ) ocupou, por muitos anos, a sala Lygia Fagundes Telles, no terceiro andar do prédio principal no Largo de São Francisco - a saber, a primeira sala a receber o nome de uma mulher nessa construção. O ambiente era conhecido por sua atmosfera receptiva e informal, tornando-se um dos mais estimados por muitos alunos da Faculdade de Direito. Entretanto, eventos recentes podem constituir uma grande virada no papel que esse local tem no ambiente da Sanfran.
Desde meados de 2018, ainda sob a administração do então diretor Floriano Marques, apresentava-se a necessidade urgente de uma reforma da sala, marcada por várias infiltrações. A turma de 1989, encabeçada por Miguel Pereira Neto, escolheu a Lygia Fagundes como parte do projeto “Adote uma sala”, auxiliando na sua revitalização.
Na época, porém, a Academia de Letraz, após uma ruptura institucional, passava por um período de inatividade e pouca presença de membros. Assim, uma congregação liderada pela atual Vice-Diretora, Ana Elisa Bechara, propôs a refuncionalização da sala da extensão como um ambiente onde alunas, professoras, funcionárias e quaisquer outras mulheres na Sanfran pudessem amamentar.
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Com o decorrer do tempo, foi percebido que o espaço era grande o suficiente para abrigar outras funcionalidades, uma vez que a destinação supracitada era até certo ponto “específica” demais, o que poderia levar à subutilização do ambiente. Passou a ser considerada, então, a possibilidade de tornar o recinto, simultaneamente, um local de amamentação, um centro para primeiros socorros e até mesmo para atendimento psicológico, embora essa última opção ainda esteja sendo ponderada.
A Academia de Letraz, atualmente retornando ao seu funcionamento usual, está no processo de busca por um novo local para suas reuniões, e a opção mais provável é uma mudança efetiva para a sala utilizada pelo Coral da Faculdade, uma vez que esse grupo só a ocupa aos sábados e quartas-feiras. Dessa forma, uma cooperação entre os membros do Coral e da ALZ tornaria possível uma “coabitação” do espaço.
A reforma da sala Lygia Fagundes Telles, atualmente encabeçada por Bechara e pelo diretor Celso Campilongo, tem seu início previsto ainda para o final de julho, terminando, de acordo com previsões atuais, durante o mês de agosto.
Colaborou com esta matéria Antônio Batalha, membro da presidência da ALZ que vem acompanhando de perto a trajetória do projeto de reforma.

