Salas da SF: Barão de Ramalho, oficial da Imperial Ordem da Rosa

Barão de Ramalho

Além de catedrático da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, o jurista ocupou importantes posições na política no país durante o século XIX e na sociedade maçônica.

Joaquim Inácio Ramalho, filho de um cirurgião espanhol que morreu precocemente, nasceu em 6 de janeiro de 1809 na capital paulista, onde foi criado por dois irmãos, Ana Felisberta Ramalho e Antônio Nunes Ramalho. Teve uma educação tradicionalíssima, característica da elite à qual pertencia, o que corroborou com seu ingresso como um dos primeiros estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde se formou aos 25 anos de idade.

Quadro do Barão de Ramalho na sala de mesmo nome. Raquel Carminati/Gazeta Arcadas.

Joaquim obteve o título de doutor, tornou-se professor catedrático da Casa, foi o primeiro presidente do Instituto dos Advogados – instituto fundado em 1875 por um grupo de juristas franciscanos com o intuito de propiciar o encontro de advogados em prol da ciência do direito –, vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, membro do Conselho de Dom Pedro II, deputado geral pela província de Goiás, membro da Assembleia Provincial de São Paulo, presidente da província de Goiás e, por isso, reconhecido pelo Segundo Império como Oficial da Ordem da Rosa (a de mais sublime significado, cedida a exímios servidores do Estado fiéis ao imperador) e Comendador da Ordem de Cristo.

Entrada da Sala Barão de Ramalho. Raquel Carminati/Gazeta Arcadas.

Em 1887, recebeu o título de baronato em homenagem a uma cidade alagoana – de princípio, seria chamado de Barão de Água Branca. Entretanto, esse foi substituído pelo nome da família que o criou e criou sua esposa, Paula da Costa Ramalho, condição imposta pelo senhor Joaquim para aceitar o título.

Morreu em 15 de agosto de 1902 e foi sepultado em São Paulo, no Cemitério da Consolação, no mausoléu da ARLS Piratininga, de onde havia sido o primeiro Venerável-mestre (posição elegível de grande responsabilidade dentro de uma loja maçônica) e da qual fez parte por mais de 46 anos, promovendo ações de filantropia e benfeitoria. Ainda hoje essa loja se encontra em um prédio perto da Faculdade, sendo a sede da associação beneficente com o mesmo nome do Barão.

Hoje, o Barão de Ramalho dá nome a uma das salas do térreo da Faculdade onde estudou, sala essa pela qual passam todos os calouros e que foi recentemente reformada.

Interior da Sala Barão de Ramalho. Raquel Carminati/Gazeta Arcadas.

Referências:

ASSOCIAÇÂO Beneficente Barão de Ramalho. Barão de Ramalho, 2013. Disponível em: <www.baraoderamalho.org.br/2013/07/31/destaque-4/>. Acesso em: 23 abr. 2022.

COIMBRA, Álvaro da Veiga. Imperial Ordem da Rosa: ordens honoríficas do Império do Brasil. 2020. Disponível em: <httpss://collectprime.com/blog/imperial-ordem-da-rosa-ordens-honorificas-do-imperio-do-brasil/>. Acesso em: 29 abr. 2022.

INSTITUCIONAL, Sobre o IASP: Histórico. Disponível em: <https://www.iasp.orgcom.br/institucional/sobre-o-iasp/historico/>. Acesso em: 29 abr. 2022.

SÁ, José Prudente Pinto de. O venerável mestre e as decisões. Disponível em: <O venerável mestre e as decisões - Brasil Maçom (brasilmacom.com.br)> Acesso em: 29 abr. 2022.

VASCONCELLOS, Rodolfo e Jaime Smith de. Archivo nobiliarchico brasileiro. Lausana: La Concorde, 1918. 628 p.

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