Fruto do embrião da biblioteca dos padres franciscanos, a primeira biblioteca pública de São Paulo surgiu em meados do século XVIII com intuito de estimular o desenvolvimento da então província.
A origem da primeira biblioteca de São Paulo remonta ao século XVIII com a instalação do convento São Francisco na cidade de São Paulo. Diferentemente do que acontecia nos demais conventos, os franciscanos cultivavam valores não só espirituais, mas também intelectuais, possuindo uma biblioteca também com livros seculares.
Com o grito da independência, o primeiro Presidente da Província de São Paulo, Lucas Antônio Monteiro de Barros reivindicou parte da biblioteca e a oficializou pública, considerando que poderia trazer benefícios ao desenvolvimento econômico, cultural e político da província. Com o decreto de criação das faculdades de direito em 1827, foi inaugurada a São Francisco, no prédio do antigo convento, quando a biblioteca passa a integrar a instituição.
Em 1934, com a criação da Universidade de São Paulo, e absorção da SanFran, a biblioteca é reformada junto com a Faculdade, passando a se localizar dentro das Arcadas, ocupando uma considerável parte do primeiro pavimento do prédio do Largo de São Francisco. Mais tarde, com a reforma universitária, em 1968, a Biblioteca sofre nova reformulação, quando foram criados dez Departamentos, com as respectivas Bibliotecas. A partir de 1982, passam a integrar Sistema de biblioteca da USP (SIBi), visando atender as necessidades de informação de toda a universidade.
Com a incorporação da tecnologia no cotidiano das pessoas, a biblioteca também se informatizou, com a passagem do Serviço de Biblioteca e Documentação para a atual SBD, a disponibilização do acesso ao DEDALUS (Banco de Dados Biográficos da USP pela internet), a instalação de computadores e a criação da homepage do SBD, mais recentemente inseriu a identificação de radiofrequência (RFID) que auxilia em um atendimento ágil, prático e seguro.
Atualmente com 195 anos a biblioteca conta com 366.996 volumes, classificados em Livros/Folhetos, Teses, Fascículos de Periódicos, Multimeios, Obras raras como A Divina Comedia de Dante Alighie, uma edição que data do século XVII da enciclopédia entre outras obras raras, também possui as Separatas; jornais e revistas acadêmicas que documentavam o debate politico na época do Império. Hoje, possui uma política interna e externa de preservação e manutenção da biblioteca como palestra abertas sobre a importância histórica e cultural da biblioteca, oficinas de conservação e oficinas de higienização. É utilizada por aproximadamente 51.194 pessoas que fazem parte da Comunidade USP e por outros usuários.
Com o esforço de 35 funcionários, sendo 13 bibliotecários, e com quase dois séculos de existência a biblioteca mantém as portas abertas para alimentar a mente de futuros juristas e amantes do conhecimento.
Para saber mais sobre a reforma da biblioteca, veja essa matéria aqui.

