Ocorrerá no dia 22 de setembro, por meio virtual, a eleição para Ombuds do CA XI de Agosto.
Como já apresentado anteriormente, as funções de Ombuds são fiscalizar as atividades do nosso Centro Acadêmico e organizar as próximas eleições que ocorrerão ainda esse ano. Outros detalhes podem ser conferidos no artigo que fizemos sobre suas atividades (aqui) ou no próprio estatuto do ombudsman (aqui).
Pelo caráter único desse ano e o isolamento que continua, essas eleições ocorrerão de maneira virtual, necessitando prévio cadastramento através deste link. A plataforma a ser utilizada será a Helios Voting, que estará aberta para votação das 09h às 23h.
Temos como candidatos esse ano Lucas Campanhã, Gustavo Fischer e Giulia Tally (apresentados nessa ordem pois é a mesma que foi apresentada pelo XI de Agosto). Conheça um pouco mais sobre eles nas perguntas que a Gazeta fez, respondidas pelos candidatos - com exceção de Gustavo Fischer, que retirou sua candidatura (a explicação fornecida pelo candidato se encontra no grupo de Facebook da Turma 194) e, por isso, não respondeu às perguntas.
1) Nos conte um pouco mais sobre você, qual a sua história e vida na Sanfran?
Lucas Campanhã: Bom, acho que eu sou um cara comum, que consegue lidar bem com os problemas da Faculdade e que tenta ao máximo conciliar uma vida universitária saudável com uma boa vida pessoal e profissional. Desde meu primeiro ano busquei isso. A minha “história e vida” nas Arcadas também passaram por uma vontade enorme de fazer amigos. Como não sou de São Paulo, aproveitei todo tipo de experiência em meu primeiro ano, errando bastante, mas acertando bastante. O resultado disso é que consegui passar por vários grupos bem diferentes de pessoas. Com o tempo, é claro, algumas acabaram se afastando, mas isso é natural. O lado bom é que ainda consigo chamá-los de amigos, mesmo que nos falemos menos. Também acho que todos que me conhecem mais de perto sabem que sou uma pessoa bastante preocupada em ajudar e conversar, pois sou bastante extrovertido. Acho que, com relação a quem sou, posso dizer que a Sanfran me tornou mais ácido, menos deslumbrado e muito mais crítico.
Giulia Tally: Certo. Meu nome é Giulia Tally, tenho 22 anos e demorou um tempinho para eu entrar na SF. Foram 3 anos desafiadores tentando conciliar o trabalho com o cursinho. Finalmente, a aprovação veio em 2020 (sou 193-24), eu me apaixonei pelas festas, pela energia da recepção das calouras, pela arquitetura das Arcadas e… Veio a pandemia. Como felizmente a SF não se resume somente às aulas, eu recentemente entrei como estagiária plantonista no DJ, depois de seis meses como estagiária administrativa e tem sido uma experiência muito positiva. Além disso, eu também estagio no departamento jurídico de uma empresa na área da saúde e trabalho com contratos. A verdade é que eu sou basicamente mais uma caloura sênior que está cansada do EaD e não vê a hora de voltar à faculdade.
2) Como é seu histórico com o Movimento Estudantil? Já se envolveu com alguma movimentação política (dentro ou fora da sanfran)?
Lucas Campanhã: Meu histórico com o ME é como o da maioria dos alunos: acompanhei as discussões e, quando achei necessário, intervi de alguma forma. Nunca fiz parte de gestão e nunca apoiei algum coletivo em especial. Sou bastante aberto nesse aspecto, apesar de saber que muitos acham que eu apenas sou uma pessoa “duas caras”. Acho que isso ocorre pois eu realmente não consegui gostar de verdade do posicionamento de algum coletivo, portanto sempre dei minha opinião aos meus amigos sobre quem alguma vez já deu as caras em nome de alguma causa da Faculdade. Quanto aos feitos dos coletivos, não posso negar que muitas vezes elogio publicamente. Questões de permanência, de graduação, de eventos de formação, tudo isso gosto de acompanhar e dar meu apoio. Mas isso não tem algo a ver com atuar no ME. Estou apenas fazendo minha parte como aluno.
Giulia Tally: Não existe! Rs. Nunca tive envolvimento com o ME e/ou com movimentações políticas fora da SF.
3) O cargo de ombuds requer certa autonomia crítica e funcional, você se considera apto/a para essa função?
Lucas Campanhã: Sim, completamente apto. Se de um lado eu sempre defendi a parcialidade do ombuds no sentido de protagonizar a vontade do corpo discente, por outro não posso negar que detesto qualquer tentativa de desconstrução de ideias sem um porquê. O que quero dizer com isso é que tenho plena consciência de que todo mundo erra e todo mundo acerta, inclusive os alunos que não fazem parte da gestão do XI. Aliás, esse é meu principal tema de interesse, sendo inclusive objeto do meu TCC (pesquiso sobre os limites práticos e atuais da liberdade de expressão). Para conciliar os dois lados, pretendo continuar me guiando pela liberdade de discussão e pela dispensa de qualquer autoridade de argumento, seja ela vinda de qualquer posição (aluno, coletivo, grupo etc.). Se precisarem se queixar de algo, podem contar comigo. Se você estiver certo, todo mundo ganha! Se não, me comprometo a segurar a bronca. O que não podemos é ficarmos quietos.
Giulia Tally: Com certeza! É claro que meu trabalho não será individual. Eu PRECISO ouvir as demandas estudantis. Mas isso não significa que eu mesma não possa questionar e procurar entender as situações que sejam apresentadas para nós e possa também propor soluções para os problemas que eventualmente surjam – isso é, inclusive, trabalho da Ombuds conforme estatuto. E, para ser bem honesta, eu sou muito boa nisso. Não tenho medo de “dar a cara a tapa” por causas que eu defendo e acredito.
4) Como pretende cumprir as obrigações estatutárias? Alguma outra proposta?
Lucas Campanhã: As obrigações estatutárias serão cumpridas de maneira publicizada e descomplicada. Pretendo abrir um grupo para que interessados se reúnam e me encaminhem suas questões. Também criarei um canal anonimizado para receber manifestações que eu farei em meu nome, como se minhas fossem, caso seja esse o interesse da pessoa que encaminhou. Caso não seja, informarei que se trata de manifestação anônima, por óbvio. As discussões com a Diretoria do XI serão tratadas diretamente com seus representantes, sendo que as informações de interesse geral serão também publicizadas. Semanalmente, pretendo fazer um post reunindo as questões apresentadas, resolvidas naquela semana, pendentes de resolução e as questões gerais dos alunos, para fins de organização dos próprios alunos, que poderão ter um histórico da atuação da Diretoria do XI e do cumprimento de suas promessas, evitando que determinados temas caiam no esquecimento. Por fim, pretendo conversar com os editores do jornal Gazeta Arcadas para abrirmos uma coluna específica para o ombuds, uma vez que o jornal discente é bastante popular e acessível.
Giulia Tally: Minha carta-programa foi basicamente construída a partir das ações que tomarei se eleita, que conversam diretamente com o estatuto do Ombudsman. A primeira, e uma das mais importantes, é aumentar o canal de comunicação entre as alunas e o Centro Acadêmico. Nesse sentido, eu pretendo criar um formulário anônimo para direcionamento das críticas e opiniões, mas também deixar meu zap e meu Facebook aberto para acolher todas as demandas. Com as demandas feitas, uma vez por mês, em uma data a definir (ao final do mês, por exemplo), irei publicá-las no Facebook, direcionando-as ao CA, como também propondo soluções (sejam pensadas individual ou conjuntamente com as alunas), acompanhando o posicionamento do XI até que o mesmo seja feito. Não queremos simplesmente que essas críticas fiquem sem resposta.
Além disso, as demais funções inerentes e tão comuns ao cargo, serão feitas normalmente. Ou seja, acompanharei todo o processo eleitoral do CA e da Representação Discente, procurando (ou ao menos tentando, pois é uma tradição horrorosa e difícil de desenraizar) tornar o processo eleitoral menos tóxico, advertindo as candidatas em casos de ataques infundados ou desnecessários.
Por fim, e talvez a mais importante das atribuições (pois a gente sabe, “Quanto custou a Peruada?”) será acompanhar fielmente a prestação de contas do Centro Acadêmico, trazendo as críticas necessárias para que todas as alunas dirijam as questões que eventualmente surjam.
Ufa!
5) Por que você deveria ser ombuds? Qual é o seu diferencial?
Lucas Campanhã: Acho que essa resposta nunca viria de mim. Eu me candidatei porque há 4 anos, literalmente, meus amigos pedem para que eu o faça. Então eu acho que eu deveria ser ombuds por isso. Meu diferencial, consequentemente, decorre do fato de que essas pessoas são muito diferentes entre si. São ativos em suas causas, gostam e não gostam das atuais e antigas gestões, discordam completamente entre si em vários aspectos, enfim, a pluralidade das pessoas que me incentivaram a me candidatar pode indicar que eu tenho a confiança necessária.
Giulia Tally: Eu sou uma pessoa muito justa. Nada é desmedido e minhas críticas não são vazias. Se eu vejo empiricamente que há um problema, eu direciono minha opinião e espero um posicionamento da outra parte. O que eu não acho bacana é desrespeito e picuinha, acho que não tem necessidade disso. A Natalia Aloi foi um ótimo exemplo de como os questionamentos de uma Ombuds podem ser direcionados sem ferir a fim de conseguir as respostas que precisamos. Pretendo seguir nessa mesma linha de diálogo.
6) Por fim, eleição não é guerra, então quais os pontos fortes dos outros candidatos?
Lucas Campanhã: Tive que mudar este trecho em razão da desistência de um dos candidatos, então vou comentar sobre minha concorrente Giulia Tally. Eu me informei sobre ela e parece que ela tem bastante iniciativa para se portar perante um grupo de pessoas (acredito que ela seja representante de classe, mas peço perdão caso eu esteja errado!). Acho que isso é um ponto forte, porque demonstra que ela se sente confortável em sua posição.
Giulia Tally: Como eu sou cria franciscana do EaD, não tenho tanta proximidade com os demais candidatos. Mas, pelo que vi, o Gustavo é uma pessoa muito equilibrada e o Lucas é uma pessoa muito querida por seus amigos.

