No dia 15 de maio, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco aderiu à paralisação geral da educação, que ocorreu no mesmo dia por todo o país. A paralisação se deve aos cortes de gastos nas universidades federais, nas bolsas CAPES de mestrado e doutorado e à CPI das Universidades.
No começo do dia, os estudantes realizaram um café da manhã coletivo. Logo em seguida, coletivos e entidades distribuíram panfletos para aqueles que passavam pelo centro da cidade, mobilizando a população em prol da causa. Enquanto isso, nas Arcadas, os professores Sérgio Shecaira e Souto Maior ministravam uma aula pública para os alunos, relativa à conjuntura política atual. Ao meio-dia, os estudantes se juntaram para uma oficina de cartazes e um pequeno ensaio de bateria.
Por volta das 14h, a São Francisco se reuniu no Largo para a saída em direção ao ato. Os alunos compareceram em massa, cantando músicas de protesto e empunhando cartazes, aguardando o início do ato. Finda a concentração, iniciou-se a caminhada em direção à Assembleia Legislativa, seguindo o trio elétrico, onde se encontrava o franciscano Fernando Haddad.
O protesto foi pacífico do começo ao fim, e representou o engajamento político sempre presente entre os estudantes do Largo: “Que a juventude destas arcadas nunca deixe de se indignar contra as injustiças, de participar das lutas de seu tempo e de sonhar e construir um mundo melhor para todos” (Centro Acadêmico XI de Agosto, 2003).






