Mais um ano intenso. Não é mais papel de um aspirante como eu resumir tudo o que a memória de cada um de nós guardou nos últimos meses, tampouco tentar um ensaio de encerramento/abertura de uma década. Sei apenas que também guardei muita coisa e, especialmente nos últimos dois anos, comecei uma lista que poucos dos meus amigos próximos conhecem. Ela é direta e fria, escrita para mim mesmo, resumindo tudo aquilo que aprendi na relação com as pessoas aqui em São Paulo (até agora). Vou usar esse nosso espaço para compartilhar algumas dessas coisinhas, com destaque para aquelas que mais me marcaram. Lá vai:
1ª - Vontades vêm e vão, acostume-se;
6ª - A primeira impressão não pode ser corrigida, apenas esquecida. É mais fácil agir como se é do que tentar polir uma imagem mal apresentada;
7ª - As pessoas têm medo de demonstrações de sentimentos, em geral;
12ª - Todos nós usamos máscaras e isso é bom, pois escolhemos como seremos com alguém. Isso não quer dizer que somos falsos, mas apenas que queremos mostrar um lado diferente para cada pessoa, pois temos diferentes interesses em cada pessoa, em cada momento;
14ª - Há sempre o que fazer quando se precisa estudar ou trabalhar. Evite pessoas que sempre se rendem a isso;
18ª - Não se pode ajudar todo mundo;
24ª - Não fale dos problemas familiares para ninguém que não seja necessário. Se alguém parecer confiável, pense duas vezes;
25ª - Ser autêntico não significa que não precisemos mudar para melhor;
34ª - Existem momentos para cada comentário;
35ª - Conforto também se conquista;
37ª - O dia não tem sempre 24 horas;
43ª - “A dor da perda provém da ilusão da posse” (provérbio);
46ª - Discussões só são necessárias se servirem para consertar algo que não se pode perder;
50ª - Quase tudo tem seu tempo;
51ª - Pessoas e livros são parecidos: o autor teve influências, escreve movido por decisões e acontecimentos passados, reflete movido por vontades e tenta saciar o desejo de ler uma história perfeita;
53ª - No fundo, toda explicação racional é acatada por se encaixar naquilo que realmente sentimos;
55ª - A carência de atenção, de afeto e de amigos, se torna uma das coisas mais tóxicas em nossa
personalidade;
57ª - Não se vive em função do outro;
66ª - Um aplicativo me perguntou o que quinze minutos de Instagram poderiam fazer por mim;
67ª - Pessoas mudam quando querem mudar. Pessoas não mudam por conselhos, por esporros ou por brigas. Elas mudam quando querem;
70ª - Minha família sempre vai me apoiar, não importa o que aconteça. É isso que define o que chamo de família;
72ª - A única pessoa que posso e devo me comparar é o meu eu de ontem;
75ª - Tanto mais o passado nos engana quanto mais próximo está de nós;
79ª - Apressar significa fazer as coisas fora do seu tempo;
80ª - É preciso calar mais que consentir. Certas coisas não se resolvem sendo permissivo e o silêncio promove um terreno fértil para consertos;
81ª - Agir por impulso não é agir com o coração; é agir por emoção;
82ª - Nenhuma dor que me causaram provou-se ser eterna;
83ª - “Conquiste a oportunidade e depois, se for o caso, gerencie a crise” (provérbio);
84ª - As opiniões daqueles que parecem estar familiarizados com as críticas ao que acreditam, geralmente, mostram-se rasas e guiadas pelas opiniões dos detentores dos argumentos de autoridade. Confiar nessas opiniões deve ser uma escolha cautelosa;
86ª - Muitas vezes o problema somos nós;
87ª - Ser razoável é, talvez, uma das maiores virtudes.
